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quinta-feira, 4 de junho de 2026
Digo?
Já me disseram que tenho para dizer ao mundo.
Estou falando mais, mas ainda prefiro escrever antes.
Gosto de roteiro. Sou ex-critor.
sábado, 12 de julho de 2025
Achei um cobertor
A tristeza, muitas vezes, é um bom lugar para se deitar. Talvez por isso haja algum conforto na dor.
Crise climática
Choveu e fez frio a semana inteira. Hoje faz um lindo dia de sol. Justo hoje que eu amanheci triste.
quarta-feira, 28 de maio de 2025
Pisando torto
Envelhecer é se tornar o que se é e não ser o que poderia ter sido. Eu pensei essa frase enquanto andava pela rua, com mais de 30 anos, e notei que minha pisada no chão não era mais tão reta quanto antes.
quarta-feira, 29 de maio de 2024
Asas arreganhadas
No amor, quando tudo der errado, a liberdade sempre estarará lá com as asas abertas para te receber. Na vida, também. Mesmo sendo um acolhimento que te empurra para andar só, a liberdade sempre está a te esperar. Com as asas arreganhadas. Ela não te quer para ela, mas tamém não te abandona.
quarta-feira, 27 de julho de 2022
Fui
Tudo o que quis ser, eu fui. Mesmo que não tenha sido como esperava, mas fui. Contudo, isso só foi possível porque sou um cara de sonhos possíveis e decepcionantes.
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Uma História de verdade
Nelson levava a vida que, verdadeiramente, muita gente queria levar para o resto da vida. O problema era a vida de Nelson levava para levar essa vida. Nelson era o mais mentiroso dos mentirosos, incluindo os políticos brasileiros. Nelson ganharia uma eleição fácil desses amadores na arte de vestir a verdade.
Inclusive, Nelson, que é publicitário praticante, realizou diversas campanhas - desviando verba pública - para eleger certos errados representantes do povo. E teve êxito em todas. De cara limpa nesse jogo sujo, Nelson ficou podre de rico. Afinal, ele não tinha partido nem posição política. Um verdadeiro democrático.
Rico e com o dom que nascera com ele, Nelson pegava a mulher que queria. E quando a moça queria pegá-lo para algo a mais além de um carrão, uma semana em Paris ou anel de brilhantes, Nelson dava um jeito de sumir sem fazer o amor da donzela desaparecer. Era um mágico.
Nelson tinha cinco ilhas particulares, quinze mansões, vinte e cinco carros de luxo, trinta e cinco bilhões em contas na Suíça e uma pedra de ouro, que foi deixada por sua mãe, que morreu vinte e cinco anos atrás, e estava avaliada em cinco mil reais. A pedra de ouro, não a mãe. Apesar de Nelson ter sido chamado de filho da puta muitas vezes.
Não dava para negar, apesar de fazer coisas ruins, Nelson era muito bom no que fazia. Mas um dia tudo mudou. Nelson conheceu uma menina e de todos seus pecados, ele se arrependeu... Não, espera, essa é outra história. Nelson, teve um sonho no qual sua falecida mãe lhe pediu para que ele parasse de mentir.
A primeira mentira contada por Nelson matou sua progenitora. Nelson, para ir embora mais cedo da escola, falou que sua mãezinha estava doente, à beira da morte, e ele precisava visitá-la. Nelson tinha cinco anos. Semanas depois, a velha morreu de desgosto ao descobrir a atitude do jovem 171. No já citado sonho, a santa mãezinha (depois que morre, todo mundo é bom) pediu para que Nelson, em seu aniversário de 30 anos, parasse de enganar as pessoas. Nelson aceitou, pois, por essa morte, se sentia o culpado. Nelson era feliz mas era triste. Nelson mentia porque a realidade não lhe agradava. Preferia viver um mundo erguido em tijolos de luz.
Um mês antes de fazer trinta anos, Nelson devolveu quase todas as suas posses. Ficou apenas com a pedra de ouro, que não havia sido adquirida de forma ilegal. Vendeu a sua pequena herança e foi morar de favor na casa do primo Haroldo, para quem narrou o sonho. Haroldo era tão honesto que dava raiva. Por isso vivia sozinho. Ninguém aguentava tanta verdade.
Uma vez, Haroldo se envolveu com uma mulher casada. Quando ficou sabendo que a dama estava passando seu rei para trás, a personificação da honestidade foi contar ao corno o que estava pegando. Ou melhor, quem ele estava pegando. Resultado: Haroldo tomou três tiros no coração. Reza a lenda que ele morreu, mas que São Pedro o mandou voltar para a terra, temendo a sacra concorrência.
Saindo do céu para o inferno, Nelson arrumou um trabalho como redator. Passou a levar uma vida sem luxos. Normal. Burocrática. Feijão com arroz. Acordava cedo, pegava um ônibus lotado, trânsito para ir e voltar do trabalho, chegava em casa, via a novela e pegava no sono. Nada de sexo com mulheres fantásticas ou festas intermináveis. Tampouco viagens e companhias requintadas. O dia acabava na pausa de Walcyr Carrasco. Assim se foi um mês.
No esperado aniversário de Nelson, o primo Haroldo, antes mesmo de desejar os parabéns ao parente, perguntou:
- E aí, Nelson, vai parar de mentir?
Nelson coçou a cabeça dezessete vezes e respondeu:
- Nunca mais eu minto! Essa é a última vez.
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Será arte?
Me livro num livro
O braço não cansa
Me encanto num canto
Passos à frente na dança
Me arranjo num arranjo
Conserto a tabela
Me deito na rede. Um gol
Edito minhas sete telas
Me moldo em plásticas banais
Desenho um mundo sincero
Me amo de novo e outra vez
Congelo segundos eternos
E arte me mantém vivo de verdade e sem fim, apesar da realidade e dos poemas ruins
O braço não cansa
Me encanto num canto
Passos à frente na dança
Me arranjo num arranjo
Conserto a tabela
Me deito na rede. Um gol
Edito minhas sete telas
Me moldo em plásticas banais
Desenho um mundo sincero
Me amo de novo e outra vez
Congelo segundos eternos
E arte me mantém vivo de verdade e sem fim, apesar da realidade e dos poemas ruins
segunda-feira, 1 de julho de 2013
domingo, 17 de março de 2013
domingo, 17 de fevereiro de 2013
EU
Eu me amo por não me conhecer muito bem. O fato de ir me descobrindo aos poucos, torna a relação entre mim e mim eterna. “Eu me amo. Não poso mais viver sem mim”.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Eis a questão
Volta do trabalho. Último dia antes do recesso de natal. Tinha tudo para ficar feliz. Só que não. Pego um ônibus lotado e sem ar condicionado. Tudo bem. Sentado, com alguns livros na mochila e um fone de ouvido para escutar meu playlist, eu sobrevivo o percurso que dura quase duas horas.
No entanto, não dá para falar que estou soltando fogos de artifício. Na minha frente, um sujeito, de pé e espremido pelo número exagerado de pessoas no coletivo. Se ele levantar uma perna, não consegue mais colocá-la no chão. Irá ter que completar o caminho no maior estilo saci.
Esse cara não para de contar piadas para uns amigos - um estava sentado. E todos riem. Muito. Até quem não conhece o cara. Embora as piadas fossem mais sem graça que música gospel.
Fiquei pensado, como pode um povo passando por tanto sofrimento, ter tantos motivos para fazer e achar graça? Sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim. Adoro alegria, marca registrada do brasileiro. Mas será que, pelo menos às vezes, não deveríamos ser mais sérios? Mais 'revoltados' com certas situações?
Não sei se essa alegria ajuda a superar as dificuldades, ou se impede que esses problemas se resolvam.
Definitivamente eu não sei o que pensar sobre isso.
Ao som de: Piadas ruins - de um anônimo)
No entanto, não dá para falar que estou soltando fogos de artifício. Na minha frente, um sujeito, de pé e espremido pelo número exagerado de pessoas no coletivo. Se ele levantar uma perna, não consegue mais colocá-la no chão. Irá ter que completar o caminho no maior estilo saci.
Esse cara não para de contar piadas para uns amigos - um estava sentado. E todos riem. Muito. Até quem não conhece o cara. Embora as piadas fossem mais sem graça que música gospel.
Fiquei pensado, como pode um povo passando por tanto sofrimento, ter tantos motivos para fazer e achar graça? Sinceramente, não sei se isso é bom ou ruim. Adoro alegria, marca registrada do brasileiro. Mas será que, pelo menos às vezes, não deveríamos ser mais sérios? Mais 'revoltados' com certas situações?
Não sei se essa alegria ajuda a superar as dificuldades, ou se impede que esses problemas se resolvam.
Definitivamente eu não sei o que pensar sobre isso.
Ao som de: Piadas ruins - de um anônimo)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
terça-feira, 16 de outubro de 2012
A última carta
Na minha história mal escrita você já foi ... , e ;
Para provar que não era farsa te abracei com “ ”
Fomos : de um livro entreaberto Falávamos todo de errado sobre esse tal de Alfabeto
Você já foi ! de romance e dramalhão
Hoje é uma ? que me maltrata em minha varada Dizem que a vida anda
Indeciso escrever versos ruins eu me arrisco Certeza só tenho, que em minha história tu sempre será um *
Ainda crédulos no Sentimental hoje somos .
Para provar que não era farsa te abracei com “ ”
Fomos : de um livro entreaberto Falávamos todo de errado sobre esse tal de Alfabeto
Você já foi ! de romance e dramalhão
Hoje é uma ? que me maltrata em minha varada Dizem que a vida anda
Indeciso escrever versos ruins eu me arrisco Certeza só tenho, que em minha história tu sempre será um *
Ainda crédulos no Sentimental hoje somos .
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
O que faz sentido
A distância é minha armadura contra o mundo.
(Ao som de Lou Reed - The Bells 1979)
(Ao som de Lou Reed - The Bells 1979)
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Haikai de política:
Ao votar em uma eleição no Brasil, você sempre será burro. Ficando na direita, na esquerda, ou em cima do muro.
domingo, 1 de novembro de 2009
Encurtando os espaços
Hoje estou mais perto de mim. Devo agora até me ouvir.
(Ao som de: Lobão – Acústico MTV)
(Ao som de: Lobão – Acústico MTV)
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Como um rio com janeiros
Quando eu era criança costumava sentar nesta pedra e olhar a nascente deste rio.
Quando mais jovem me divertia de várias formas no meio desse rio.
Quando abro a janela do meu barraco vejo a sujeira contida nesse rio.
São espelhos d'água. Sempre pareci com esse rio.
Os rios sempre vão. A vida sempre vai.
(Ao som de: Cartola - Cartola 70 anos)
Quando mais jovem me divertia de várias formas no meio desse rio.
Quando abro a janela do meu barraco vejo a sujeira contida nesse rio.
São espelhos d'água. Sempre pareci com esse rio.
Os rios sempre vão. A vida sempre vai.
(Ao som de: Cartola - Cartola 70 anos)
terça-feira, 23 de junho de 2009
Dois lados
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